terça-feira, 25 de outubro de 2011


Deveria nunca ter saído da baleia. Ela me levava pra onde queria, eu não obtinha controle algum sobre ela e talvez tivesse lá sem seu consentimento mas eu tava protegida pela sua carapaça enorme e espessas camadas de gordura.

Nenhum outro ser conseguia manter-se dentro da baleia com vida por muito tempo mas eu tava acostumada com a adversidade do ambiente, já havia habitado lugares inóspitos antes.

Mas nada se compara ao oceano revolto, traiçoeiro. Um belo dia de sol, pode transforma-se numa tempestade, sem mostrar qualquer indício.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

pronto, falei!

Não sei se já estou velha e com ideais arcaicos ou se inevitavelmente os valores tão ficando cada vez mais invertidos. Será que realmente estou andando na contra mão? Se sim, devo ser queimada em praça pública.

Mas ninguém vai decidir por mim como devo agir ou sentir. Reservo-me ao direito de fazer minhas próprias escolhas, mesmo que sejam as mais erradas, as piores possíveis. Agora não venha me empurrar goela abaixo regras idiotas e comportamento egoísta.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

vício

 

 eu te como
te bebo 
te fumo 
te cheiro
arre égua 
- preciso de ti em doses
cavalares

(autora: líria porto)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar. To me guardando pra quando o carnaval chegar..

                                              
Não cabe em mim tamanha admiração.

Causo

Resolvi fuder com tudo, contudo quem mais se fudeu foi eu. Foi assim o fatídico dia do ocorrido... Não dormir, porém acordei. Xinguei, esperniei, soltei os bichos e dispensei meus fantasmas. Disse muitas e boas, tudo que tava preso na minha garganta foi lançado com tal aspereza, que deu pra sentir o gosto do rancor na minha boca. Como dizem, lavei a alma... Mas acho que foi um banho muito do mal tomado, porque agora estou aqui, que nem Madalena famosa arrependida, chorando as pitangas do leite derramado e escrevendo esse texto vil, cheio de frases feitas.